

Cada Orixá tem uma vibração única, e entender essas vibrações aproxima a gente do sagrado. Neste guia de conexão espiritual com a natureza, dentro da Umbanda, você entende como os Orixás se ligam aos elementos naturais, como suas energias se combinam em vez de competir, e desfaz mitos comuns, como a ideia de “briga de Orixá”. Um livro para compreender o axé, a harmonia entre os Orixás e as vibrações de cada um cultuado na Umbanda.
Leia um trecho do e-book
Muitas vezes, ouve-se a ideia de que um Orixá está “brigando com outro pela cabeça do filho”.
Essa ideia é completamente equivocada e, na verdade, não faz sentido na Umbanda.
Não existe “briga” entre os Orixás, nem competição entre eles.
Não há um Orixá mais poderoso ou mais importante que outro.
Todos os Orixás, como forças da natureza, atuam em perfeito equilíbrio e colaboração.
Cada Orixá tem uma energia única e atua em um aspecto específico da criação divina.
Eles não interferem negativamente nas atividades uns dos outros.
O que ocorre, na verdade, é uma interação harmoniosa, na qual as energias se complementam.
Como as energias dos Orixás se complementam
Para entender, vamos usar um exemplo que ocorre frequentemente nas manifestações espirituais na Umbanda: a atuação dos Caboclos.
Caboclos e a Energia das Matas
Todos os Caboclos trazem consigo a energia das matas, a qual é a vibração de Oxóssi, o Orixá das florestas e da caça. No entanto, cada Caboclo pode ser ainda mais influenciado por outros Orixás.
Caboclo Rompe Mata
Por exemplo, existem Caboclos que trazem a vibração de Ogum, o Orixá da guerra e da luta. Quando a energia de Oxóssi (representando as matas) se combina com a energia de Ogum (representando a força e a batalha), temos uma nova manifestação espiritual: o Caboclo Rompe Mato.
Nesse caso, as energias de Oxóssi e Ogum não se anulam nem competem entre si, mas se fundem, criando uma nova vibração, uma nova força espiritual.
Isso pode ser entendido como uma “mistura” das energias, mas é importante entender que ambas as energias, a de Oxóssi e a de Ogum, continuam presentes em sua essência. Elas se combinam, mas não se perdem e muito menos brigam entre si.