

Os Orixás caminham ao seu lado, mesmo no silêncio. Neste terceiro livro da série “Umbanda, Muito Prazer!”, você conhece os dezoito Orixás cultuados na Umbanda, de Exu a Oxalá, seus reinos, mitos e fundamentos espirituais, e entende como as energias se complementam em vez de competir. Um livro para quem quer se aprofundar de verdade na doutrina dos Orixás, com clareza e respeito.
Leia um trecho do e-book
Ao contrário do que alguns pensam, não há interferência ou “briga entre os Orixás”. Todos trabalham em absoluta harmonia entre si e se complementam na sustentação da criação divina.
Não há um Orixá em posição mais elevada que outro, nem um Orixá mais importante que outro. Nenhum atua sozinho. Todos os guias sempre trazem consigo elementos que se harmonizam na natureza.
Exemplo
Todos os Caboclos trazem consigo a manifestação da energia das matas e, portanto, estão ligados ao elemento de Oxóssi. Mas há Caboclos que também trazem a vibração de Ogum. Nesse caso, as duas energias se “misturam”, se complementam, e combinadas dão origem aos Caboclos Arranca Toco, ou seja, uma terceira vibração com características próprias. Oxóssi não perde sua essência, assim como Ogum também não perde a dele, e ambas as energias, unidas, geram uma nova forma, um novo campo energético.
Outro exemplo
Oxóssi vibrando conjuntamente com Omulu gera os Caboclos Flecheiros e Caboclos Bugres. Quando desdobrado com Iemanjá, surgem os Caboclos e Caboclas do Mar. Quando combinados com as vibrações de Oxum, surgem os Caboclos e Caboclas dos Rios, das Cachoeiras. Com Iansã, surgem os Caboclos do Vento.
Os Orixás estão profundamente interligados
Os Orixás não agem de maneira individual, ao contrário, estão interligados uns com os outros. Agem e interagem de forma absolutamente harmônica e perfeita entre si.
Para ilustrar, podemos pensar no ciclo das águas: imagine a água nascendo em uma mina (Nanã, Senhora das águas originais), rolando pelas pedras (Xangô, regente das pedras) até despencar em queda livre na cachoeira (Oxum, regente das águas doces), então corre pela terra (Omulu/Obaluaiê, regente da terra), germinando essa terra para o nascimento dos vegetais e árvores (Oxóssi, regente das matas), até desaguar no mar (Iemanjá, regente das águas salgadas), o sol aquece a água (Ogum, Orixá da forja), provocando evaporação e precipitação sobre a terra na forma de chuva (Iansã, regente das chuvas e tempestades), reiniciando assim o processo.
E o culto a essas forças chama-se Umbanda.