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Capa do livro Crianças, Ciganos, Linha do Oriente, Espíritos da Natureza
O céu é meu teto, a Terra é minha pátria e a liberdade é minha religião. Neste livro sobre quatro Linhas de Trabalho pouco exploradas da Umbanda, você conhece os Erês (Crianças), os Ciganos, a Linha do Oriente e os Elementais, espíritos da natureza, com suas festas, cores, oferendas e o propósito de cada um. Um convite para mergulhar nos mistérios da Umbanda com respeito e simplicidade.

Leia um trecho do e-book

A Umbanda é um universo repleto de mistérios que se desvela aos poucos, revelando uma riqueza espiritual que vai além do que os olhos podem ver. Dentro desse universo, encontramos forças que representam diferentes aspectos da vida e do espírito: as Crianças, os Ciganos, a Linha do Oriente e os Elementais, cada um carregando sua própria sabedoria e propósito.

As Crianças nos ensinam a simplicidade e a pureza, lembrando-nos da importância da alegria e da leveza mesmo nos momentos mais desafiadores.

 

Os Ciganos, com sua sabedoria ancestral, nos conectam à liberdade e à magia da vida, inspirando coragem para seguir em frente.

 

A Linha do Oriente nos traz serenidade e a profundidade das filosofias antigas, oferecendo ferramentas de cura e autoconhecimento.

Os Elementais, os espíritos da natureza, revelam o poder do equilíbrio e da harmonia entre os mundos visíveis e invisíveis.

Erês ou Crianças

O que se faz de mal a alguém o Erê desfaz. Mas o que um Erê faz, nem Exu desfaz!” (Máxima de Terreiro)

Os Erês, na Umbanda, são conhecidos por diversos nomes, como Ibejada, Beijada, Dois Dois, Cosminhos e Ibêjis. Pelo sincretismo com os santos católicos, também são chamados de São Cosme, São Damião e Doúm.

Influenciados pela cultura indígena, os Erês também são chamados de Curumins, que em Tupi-Guarani significa “criança”.

Ciganos

“O céu é meu teto, a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião.” (máxima dos trabalhadores da Linha dos Ciganos)

Os Ciganos constituem uma linha espiritual própria, distinta da Linha dos Povos do Oriente. É importante notar que, na Umbanda, alguns Ciganos falam um português misturado com expressões do idioma romani, a língua tradicional dos ciganos.

Sua atuação é reconhecida por sua energia vibrante, que favorece a prosperidade, a boa sorte e a união familiar. Observam as fases da Lua, sendo a Lua Cheia a mais favorável para seus trabalhos.

São entidades que dominam o esoterismo e a magia natural, utilizando elementos como cristais, incensos e ervas em seus trabalhos. O arquétipo cigano representa um ser de alma livre e desapegada. Eles representam a liberdade, a alegria de viver e a sabedoria adquirida através da vida itinerante e das tradições ancestrais.

As festas ciganas na Umbanda são marcadas por muita música e alegria, com instrumentos como violinos, pandeiros e violas. As mesas de oferendas são adornadas com frutas, flores silvestres, rosas, velas, incensos, arroz cru (simbolizando prosperidade), trigo e pães (representando fartura), moedas (para atrair riqueza) e vinho (bebida universal do povo cigano). Durante as festividades, é comum acender uma fogueira, simbolizando a purificação das pessoas e do ambiente.

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