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Capa do livro Mensagens de Luz dos Pretos-Velhos para os Dias Difíceis
Tem dias em que o peito aperta e a gente só precisa de uma palavra que console. Neste livro de conforto espiritual, dentro da espiritualidade afro-brasileira e da Umbanda, os Pretos Velhos, espíritos de anciãos que trazem sabedoria e caridade, reúnem mensagens de luz, uma oração e um benzimento para os dias difíceis: os de dor, saudade, perdão, fé e recomeço. Palavras simples, de quem já sofreu e levantou, para acolher, dar força e ajudar na superação, pra ter por perto e voltar sempre que o coração pedir.​

Leia um trecho do e-book

Meus fio…

Se você chegou até aqui, é porque talvez o seu coração esteja apertado. Talvez esteja sentindo um peso no peito, uma saudade sem nome, uma tristeza sem hora pra passar. E eu quero te dizer, com toda a humildade que carrego: você não está sozinho.

Nesta vida, todo mundo passa por dias difíceis. Tem hora em que a dor chega sem avisar, e parece que o mundo ficou escuro. Mas é nessas horas que a luz dos Pretos Velhos se acende mais forte.

Essas palavras que você vai ler não são apenas frases bonitas. São conselhos antigos, vindos de quem já sofreu, já caiu, já chorou… mas também levantou, perdoou, e caminhou com fé. São mensagens para aquecer sua alma como um cafezinho fresco feito no fogão à lenha, com carinho e esperança.

Cada linha aqui é um sopro de luz, uma mão estendida, uma vela acesa no escuro da sua dor.

Pode entrar, meu fio, minha fia. Sente aqui pertinho. Vamos conversar um pouquinho.

Adorei as almas.

Quando tudo parecer perdido, escute o silêncio do coração

Tem dia que a gente olha pro céu e parece que até Deus se esqueceu da gente. A gente reza, pede, chora… e tudo continua igual. O mundo fica sem cor, o corpo pesa, e a alma se cala.

Mas vou te contar um segredo que os Pretos-Velhos me ensinaram lá no terreiro, debaixo da gameleira: o silêncio também fala. E às vezes, é nele que moram as respostas.

Quando tudo parecer perdido, não se desespere. Fique quietinho um pouco. Respire fundo. Coloque a mão no peito e escute o som do seu coração. Ele tem uma sabedoria antiga, uma conexão direta com o Divino. E mesmo quando o mundo faz barulho demais, o coração sussurra o caminho.

A alma da gente é como uma lamparina. Quando o vento da tristeza sopra forte, parece que a chama vai apagar. Mas se a gente protege com as mãos da fé, ela continua acesa… mesmo fraquinha, ela continua viva.

Não é no grito que a fé se mostra. É na paciência.

Não é na pressa que a cura vem. É na entrega.

E não é nos outros que a força mora. É dentro de você.

Confia. A estrada pode estar torta, mas o guia que te acompanha sabe muito bem onde está te levando.

A fé que levanta da cama

Tem manhã que a gente acorda, mas não levanta.

O corpo até sai da cama, mas a alma fica lá, enrolada no cobertor da tristeza. Tudo pesa: os olhos, os ombros, a vida.

E é nessas horas que a fé mais se faz necessária. Não aquela fé grandona, que faz milagre e move montanhas… mas a fé miudinha, aquela que dá só o passinho de hoje.

A fé que levanta da cama é feita de pequenos gestos:

  • Tomar um café e agradecer.

  • Abrir a janela pra ver a luz entrar.

  • Colocar os pés no chão e lembrar que você ainda está aqui.

Os Pretos-Velhos sempre dizem: “Quem não pode com a carga, não recebe o fardo.”

É nos dias escuros que aprendemos a acender a vela por dentro.

Não se cobre tanto, meu filho, minha filha. Um passo de cada vez. Uma manhã por dia.

E quando faltar forças… peça. Os guias escutam. Deus escuta. E até o silêncio te responde.

Você vai ver: a fé levanta da cama, e, um dia, ela até dança com a gente no quintal.

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