

A Umbanda é amor, é acolhimento, é a religião do gesto estendido. Neste primeiro livro da série “Umbanda, Muito Prazer!”, você conhece os Guias que amparam os médiuns: Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Ciganos, Exus e Pombogiras. Aprende a interpretar seus nomes, entende as linhas de trabalho e a origem da Umbanda, sem enrolação e sem preconceito. Linguagem simples e acolhedora, para leigos, iniciantes e também médiuns já atuantes.
Leia um trecho do e-book
“Descomplicando os Guias de Umbanda” é uma porta aberta para quem deseja conhecer a Umbanda de forma clara, acolhedora e verdadeira.
Escrito com uma linguagem simples e de fácil entendimento, foi pensado para tocar o coração de quem busca respostas, sem enrolações, sem palavras difíceis, sem distanciamentos. A Umbanda é amor, é acolhimento, é a religião do gesto estendido.
Aqui, vamos descobrir juntos quem são os Guias que nos amparam, aprender a interpretar seus nomes e reconhecer suas missões de luz. Vamos descomplicar o que muitos complicaram, e falar de Falangeiros, Capangueiros, Exus e Pombogiras, sem medo e sem preconceito.
Que os ventos de Iansã, as matas de Oxóssi, as águas doces de Oxum, as pedreiras de Xangô e a luz de Oxalá abençoem cada página que agora se abre para você.
Saravá!
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A Umbanda foi criada em 15 de novembro de 1908, pelo espírito denominado Caboclo das Sete Encruzilhadas, com a finalidade de atender aos negros e aos pobres que eram impedidos de participar dos cultos das religiões dominantes. O Caboclo definiu como “a manifestação do Espírito para a caridade”.
Por ser muito rica, a Umbanda é, ainda hoje, uma religião incompreendida. Por exemplo, as religiões tradicionais utilizam o incenso em seus cultos e missas; já a Umbanda, religião dos discriminados e desvalidos do começo do século XX, substituiu o incenso pelo cigarro, que estava disponível a quase todos os muito pobres dos morros e favelas. E assim foi com a cerveja, as bebidas e as ervas, que permanecem até os dias atuais na liturgia da Umbanda em respeito ao espírito de simplicidade da religião, e jamais porque os protetores espirituais gostem de nicotina ou sejam viciados em álcool, como dizem, injustamente, os mal-intencionados, que falam sem ao menos procurar conhecer e entender a Umbanda.
Na Umbanda, admitem-se adeptos de todas as raças, posições sociais e crenças, e em nenhuma circunstância é perguntado aos que procuram ajuda nos terreiros sobre sua religião, orientação sexual ou ideologia política. Não há discriminação de idade, cor, estado civil, enfim, não há segregação de nenhuma espécie.
Nessa linda religião, não há dogmas, verdades inquestionáveis, nem codificação como em Kardec e no Espiritismo. Por isso, os rituais são praticados nos diversos terreiros de acordo com o entendimento pessoal dos seus adeptos, podendo predominar elementos católicos ou espíritas, com influências do Candomblé, do ocultismo ou do budismo. Cada um adapta, democraticamente, a Umbanda aos seus valores e ideias. Essa diversidade e independência fazem da Umbanda a religião da liberdade.